Os períodos de fertilidade e esterilidade
Para se evitar ou desejar uma gravide, é fundamental que se conheça o período de fertilidade da mulher, que é indicado pela ovulação.
Existem alguns métodos que podem indicar a ovulação:
• a temperatura corpórea
• dosagem hormonal na urina
• ultra-sonografia
• alteração na secreção cervical (antes da ovulação é espesso, gelatinoso e transparente,
tipo clara,
tornando-se bem mais fino e ralo no dia da ovulação).
O método da tabela (método ritmo ou Ogino-Knaus)
É o método "natural", recomendado pela igreja. Este método permite que se calcule o período fértil. Raramente a mulher tem seu ciclo absolutamente regular. Logo,
deve-se registra a extensão dos ciclos durante seis meses. Desta manerira, a mulher terá um mapa que mostra seu maior e menor ciclos.
O primeiro dia de sangramento é
considerado o 1º dia do ciclo.
Após o registro, subtraem-se 18 dias do
período mais curto (menor ciclo) e 11 dias do período mais longo (maior ciclo). O período entre os dois valores obtidos é o período fértil.
Exemplo.Vamos considerar que:
Ciclo mais longo = 30 dias
Ciclo mais curto = 26 dias
Logo, 26 - 18 = 8 e 30 - 11 = 19
O período fértil estará entre 8 e 19, ou seja, entre o oitavo e o décimo nono dia do ciclo.
Sua ovulação deverá ocorrer do décimo quarto dia.
NOTA. Este cálculo está baseado no histórico menstrual de cada mulher, logo, os valores
são modificados de mulher para mulher.
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28
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Deve ser inserido na vagina, pelo menos, dez minutos antes da ejaculação, mas não mais que uma hora.
Pode ser em forma de creme, supositórios, filmes, sprays, espumas. Podem ser usados sozinhos ou com o
diafragma, que aumenta sua eficácia.
.
Esse método pode agir de duas maneiras: matando o espermatozóide ou impedindo que se movimente até o óvulo.
O espermaticida é fácil de usar e não tem efeitos hormonais e por isso, não afeta o leite materno.
Pode ser interrompido a qualquer momento.
O Dispositivo Intra-Uterino é uma pequena peça plástica flexível recoberta, freqüentemente, com cobre que é
colocada dentro do útero através da vagina e os mais modernos podem durar de 5 a 10 anos no organismo da mulher.
Um médico deve inserir o dispositivo e a mulher deve se submeter a um controle periódico. Mulheres que
já tiveram filhos se adaptam melhor ao DIU.

O diafragma é como um capuz de borracha ou silicone. Deve ser colocado corretamente no interior da vagina antes da
relação sexual e deve ser usado com um creme espermicida. O diafragma deve ficar no lugar por, no mínimo, seis horas
e, no máximo, 24 horas após a última ejaculação.
Ele age impedindo que os espermatozóides entrem no útero.
O tamanho do diafragma deve ser medido por um médico e varia de acordo com cada mulher.
Esse método não tem efeitos hormonais e nem causa danos ao leite materno, caso a mulher esteja amamentando.
É um método que se pode interromper a qualquer momento.
É fácil de usar e pode ser colocado até seis horas antes da relação sexual.
Nenhum estudo comprova a eficácia do diafragma contra DSTs e AIDS; por isso, mesmo com o uso do diafragma,
deve ser usada a camisinha.
A limpeza correta e o armazenamento garantem a durabilidade do diafragma, que é bastante grande.

É a única maneira segura de fazer sexo sem se preocupar com doenças sexuais ou AIDS. Pode ser usada com
outros métodos anticoncepcionais. As mais confortáveis são as lubrificadas , que também são as mais eficientes.
Não use cremes, óleos ou vaselinas para lubrificar. Se necessário, usar lubrificantes específicos para relações
sexuais, a base de água. Dê preferência as que já contêm espermaticida .
Existem as camisinhas de látex e de plástico. As de plástico ainda não estão disponíveis no Brasil.
As camisinhas agem como uma barreira entre o pênis e a vagina. Elas não permitem que o esperma e os
microorganismos contidos no sêmen entrem em contato com a vagina e também impedem que os microorganismos da vagina penetrem no pênis.
É recomendada também para prevenir DSTs durante a gravidez.


Essa prática é pouco eficiente e consiste em o homem, pouco antes da ejaculação, tirar o pênis da vagina.
É pouco seguro pois, além de ser difícil para o homem controlar a ejaculação, pode ocorrer uma secreção que contenha
espermatozóides vivos durante a fase de excitação.
Nesse grupo encaixa-se sexo oral, anal, masturbação a dois e todas as formas de contato, só que sem penetração vaginal. Tudo isso depende do casal. Lembrando sempre que sexo oral ou anal deve sempre ser feito com proteção contra DSTs e AIDS.
Pílula (Oral Combinado)
Sem dúvida, esse é o método mais utilizado no país. Trata-se de comprimidos que contêm dois hormônios sintéticos, o estrogênio e o progestogênio, semelhantes ao produzido pelo ovário.
A ingestão diária de hormônios, iguais aos do útero, engana o organismo que imagina que você está grávida. Assim a ovulação é inibida. Age também espessando o muco cervical,
bloqueando a passagem do espermatozóide.
Além de ser um método muito eficaz para evitar a gravidez indesejada, as pílulas podem ser usadas para tratar endometriose e ovários policísticos.
Existem diversos tipos de pílulas e um médico deverá indicar o melhor tipo para cada mulher.
A pílula pode provocar náuseas, acne, leve ganho de peso e nervosismo e, em algumas mulheres, podem causar alterações no humor e diminuir o apetite sexual. As mais modernas
já não têm mais esses efeitos colaterais.
A combinação de pílula e cigarro é muito perigosa e pode causar acidentes vasculares, tromboses venosas profundas ou infarto. Esse método não é recomendado para quem está amamentando.
Mas a pílula regula o ciclo da mulher, diminui o fluxo e o período menstrual e as cólicas. A fertilidade volta assim que se interromper a cartela.
Foi lançada no Brasil em julho de 1999. É chamada de pílula para contracepção de emergência.
Deve ser ingerida em até 72 horas após uma relação sexual sem proteção anticoncepcional.
Os médicos recomendam o uso em caso de emergência e não como método regular. Deve também ser sempre receitada por um médico. Quanto mais cedo for usada, maior a eficácia.
Mas nem sempre dá o resultado esperado e os efeitos colaterais podem ser intensos.
Ainda não está totalmente esclarecido como funciona. Pode ser de várias maneiras, dependendo do período do ciclo em que ocorre a relação sexual desprotegida e a tomada das pílulas.
Náuseas, vômitos, tontura, cansaço, diarréia, dor abdominal e irregularidade no ciclo são os efeitos colaterais mais comuns.
São anticoncepcionais orais que contêm apenas uma dosagem muito baixa de progestogênio. Diferente das pílulas comuns (orais combinados), eles não contêm estrogênio.
São recomendados a quem está amamentando, mas todas as mulheres podem usá-lo.
Agem tornando o muco cervical mais espesso, dificultando a passagem dos espermatozóides.
Eles também inibem a ovulação em, aproximadamente, metade dos ciclos menstruais.
Esse método não interfere numa gravidez em andamento e é mais eficaz quando tomados à mesma hora todos os dias.
Sem os efeitos colaterais provocados pelo estrogênio, como infarto ou acidente vascular cerebral, as mini-pílulas também diminuem
os efeitos do progestogênio, como acne e
ganho de peso, que são maiores nas pílulas comuns.
Agem inibindo a ovulação e dificultando a passagem dos espermatozóides.
Fumantes não devem preferir esse método pois elas aumentam o risco de acidentes vasculares, tromboses venosas profundas ou infarto.
As mensais também não diminuem o prazer sexual e alivia as cólicas menstruais.
Laqueadura
Esse é um método definitivo nas mulheres. Há vários modos de fazer, mas todos eles exigem internação e anestesia geral ou local.
A mulher deve ter certeza de que quer adotar esse procedimento pois é uma cirurgia de esterilização voluntária definitiva.

Vasectomia
É a ligadura dos canais deferentes no homem, que é feita através de uma pequena cirurgia com anestesia local em cima do escroto ( saco ).
A internação não é necessária.
O homem deve ter certeza que quer adotar esse procedimento pois é uma cirurgia de esterilização voluntária definitiva. Não precisa de internação.
