
A cantora foi internada no início da manhã deste sábado e de acordo com o boletim médico morreu em virtude de uma "intoxicação éxogena", o que poderia indicar, em outras palavras, uma overdose causada por drogas. A irmã da cantora disse que Cássia não tomava nenhum tipo de medicação e que ela tinha problemas cardíacos, descartando a hipótese de overdose. "Não queremos fazer nenhum comentário sobre esse assunto, pois temos certeza que não foi isso. Estive com ela a tarde inteira de sábado e até permitimos o exame do corpo, que será divulgado em quatro dias", explicou a irmã na tarde deste domingo.
No início do dia, pessoas ligadas à cantora afirmaram que ela havia sido internada devido a intenso estresse, fruto de uma agenda lotada. De acordo com seu empresário, Cássia sentiu muitos enjôos durante a madrugada, chegando a vomitar, o que resultou em sua internação na manhã de sábado. A cantora ocupava um quarto no Centro de Terapia Intensiva da Clínica Santa Maria para ser melhor observada, por falta de outra acomodação no hospital.
Em outubro, uma suposta gravidez da cantora foi desmentida pela gravadora Universal. Cássia começou sua carreira artística em 1989, gravou 11 discos e carregava o protótipo da roqueira clássica. Homossesual assumida, sabia administrar o preconceito: "Sou mulher, sou pobre, sapatão, mãe solteira, então preencho todas as lacunas. Tenho de saber lidar com o preconceito", explicou durante uma apresentação ao vivo no Terra, em maio deste ano. A mais recente participação em disco da cantora foi no CD de Djavan, em que faz um dueto com o cantor na faixa título, Milagreiro.
Cássia já começava a preparar seu próximo álbum de estúdio, convocando amigos - e a idéia era colocar novamente o pé no rock'n'roll: "O disco virá assim mesmo, pesado. Gosto das baladas, adoro música brasileira e samba. Mas me sinto no céu quando canto rock-and-roll", disse no começo de dezembro.