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Professor Jarbas C. S. Junior
Sistemas de Defesa do Corpo
Sistema de defesa do corpo

A exposição aos agentes infeccioso pelo nosso organismo e freqüente. Por isso torna-se necessário a existência de mecanismos capazes de nos proteger das mais variadas formas desses agentes patogênicos.

A penetração dos agentes em nosso organismo pode ocorrer pelas mais variadas vias de contato com o ambiente, como:
- Via digestoria = através da ingestão de alimentos contaminados.
- Via respiratória = através da inalação do ar contendo partículas e microorganismos.
- Via urogenital = por contato com agentes infecciosos.
- Revestimento externo do corpo = pela pele ou através de ferimentos cutâneos.
- As amígdalas, localizadas de forma estratégicas na garganta, local de confluência entre os aparelhos digestivo e respiratório, possuem capacidade de produzir glõbulos barncos, ajudando a destruir inúmros invasores que nos chegam pelo ar, água e alimentos.


Primeira barreira inespecifica (imunidade inata)

A pele como barreira

A epiderme e formada por células mortas queratinizadas, que contribuem para a impermeabilização da pele. O suor, lãgrima e saliva (ricas em lisozima), a secreção sebácea e o grau de acidez (pH 3 a 5) impede a proliferação de alguns microorganismos patogênicos.

A barreira das vias aéreas superiores

A presença de muco contendo moléculas, como a lisozina, também é encontrada nas lagrimas (ao redor dos olhos) e na saliva. A existência de cílios, auxiliam o deslocamento das impurezas.

A barreira das vias digestoria e urogenital

As condições de alcalinidade ou acidez de cada órgão, dificultam o desenvolvimento de vírus, bactérias, protistas, fungos e outros agentes patológico. Por exemplo, devido ao seu alto grau de acidez, o estômago provoca a morte de inúmeros agentes infecciosos.


A segunda barreira inespecifica (resposta inflamatória

Caso as primeiras barreiras não sejam eficazes, haverá uma outra, onde será indispensável a participação dos macrófagos e neutrofilos. Neste estagio, o elemento estranho (antígenos) estimular a liberação de agentes quimiotaticos. Essas moléculas servirão para atrair os neutrofilos e macrofagos circulantes (células com capacidade fagocitária). Nesta seqüência haverá formação de processo inflamatório.
Neste tipo de combate, as células de defesa que estão circulando nos vasos sangüíneos e linfaticos, atravessam suas paredes (diapedese) indo de encontro aos antígenos invasores.


A terceira barreira de defesa (resposta imune)

Esta barreira caracteriza-se pela sua capacidade de especificidade e de memória. Na primeira, reconhece e elimina microorganismos ou moléculas estranhas ao organismo, enquanto que na segunda, reconhece um antígeno que já tenha entrado em contato com o corpo e produz mais rapidamente anticorpos para este antígeno.
Alguns órgãos estão envolvidos na resposta imune, na fabricação de células e moléculas, permitindo assim um estado de alerta do corpo. Entre os órgãos temos:

Órgãos primários

- Medula óssea (produção do linfócito T)
- Timo (amadurecimento do linfócito T)

Órgãos secundários

- Baço
- Linfónodos

A resposta imune responde aos antígenos produzindo uma proteína específica denominada anticorpo, genericamente chamado de imunoglobulina.

A imunidade humoral e imunidade celular

Os macrófagos são células responsáveis por apresentar os linfócitos T.
O linfócito B será responsável pela ativação dos anticorpos para garantir o sucesso da resposta imune. O linfócito B se diferencia em dois tipos celulares: os plasmócitos (produção de anticorpos) e formação de células da memória, que serão utilizadas no caso de uma outra exposição ao mesmo antígeno.

A desestabilidade do mecanismo imune

A AIDS serve como um dos exemplos para se compreender o comprometimento de todo o mecanismo imune. O HIV causa baixa imunológica devido a destruição de determinados linfócitos T necessários ao processo da reposta imune. Torna o organismo susceptível a diversas doenças chamadas oportunistas (tuberculose, pneumonia e meningite).
Várias outras doenças são causadas por uma resposta exagerada do sistema imune, como as reações alérgicas (asmas, renite e urticária) que são conseqüências da liberação excessiva de histamina (produzida pelos mastócitos), que atua como vasodilatadores, permitindo a diapedese.
Ocorre também o fato do sistema imune atacar o próprio corpo, levando a doenças como a artrite reumática, esclerose múltipla e febre reumática.
A imunoprofilaxia (vacina) é a estimulação do sistema imune, através da inoculação de agentes infecciosos mortos ou com baixa capacidade patogênica. A vacina permite a memória imunológica, sem o desenvolvimento da doença.
Na imunoterapia (soro) ocorre a transferência de anticorpos previamente formados em um organismo (doador) para outro (receptor).

A íngua é um sinal de alerta

O sangue não é o único líquido circulante no corpo, há a linfa, um filtrado do plasma, conduzido por vasos especiais, chamados de vasos linfáticos.
As paredes dos vasos linfáticos são bastante permeáveis, o que facilita o recolhimento de elementos estranhos, absorção de alhuns alimentos.
Os vasos linfáticos confluem para uma veia do corpo,lançando a linfa no sangue. Ao longo desse trajeto, encontramos os "gânglios linfáticos", com o tamanho aproximado de uma ervilha e que filtra a linfa. Nos gânglios linfáticos há um tecido, presente também no baço, nas amígdalas e no timo, que produz um tipo especial de glóbulos brancos capaz de produzir anticorpos
No caso de infecções com um grande número de invasores, ou com invasores com grande capacidade de agressão, acontece uma intensa reação nos gânglios linfáticos, o que leva a um aumento de seu volume, perceptível pelo indivíduo doente. Os gânglios inchados são chamados popularmente de ínguas.


As Desfesas Artificias

Em condições normais, o organismo dispõe de mecanismos para a se defender dos agressores, às vezes é necessária uma intervenção externa, para uma reação mais rápida ou mais eficiente. logo, se lança mão das defesas artificiais, como o soro, a vacina e antibióticos.

O soro

Alguns acidentes como ferimentos que possam estar contaminados ou mordidas de animais, devem ser tratados com anticorpos produzidos por outros animais, que forma préviamente colocados em contato com o agnete causador infeccioso (antígeno) ou como o veneno. Esperar que o organismo produza anticorpos, pode ser uma medida não acertada, pois esta produção pode ser muito lenta, o que daria tempo para a proliferação do agente infeccioso e da ação do alto poder tóxico do veneno.
Esta substãncia obtida a aprtir do sangue de outros animais é o soro, que contém uma quantidade apreciável de anticorpos prontos, que começam imediatamente a neutralizar o antígeno. Isso dá tempo ao indivíduo doente para produzir seus próprios anticorpos e impedir a progresão da infeccção ou da intoxicação.
A preparação do soro se faz em animais como cavalos, coelhos, cabras que recebem quantidades não mortais de antígeno, em doses progresivamente maiorese, com isso, produzem grande quantidade de anticorpos. O soro é então retirado do sangue do animal e armazenado para o uso quando necessário.
este tipo de imunidade é chamada passiva, pois o indivíduo já recebe os anticorpos prontos.


A vacina

Até o final do sécuço XVIII, um grande número de pessoas morria em consequência de uma doença chamada varíola. No entanto, quem contraia a moléstia e conseguia sobreviver jamais contraía a varíola outra vez.
O gado bovino também apresentava uma doença semelhante, embora menos grave.
Os indivíduos que ordenhava as vacas doentes às vezes desenvolviam a moléstia, ficando comferidas na pele, principalmente das mãos.
Naquela época, vivia na Inglaterra um médico chamado Edward Jenner. Ele observou que as pessoas que haviamm contarído essa moléstia do gado não eram gravemente atacadas por varíola.

Usando uma agulha esterelizada, Edward retirou um pouco de pús da ferida de uma mulher portadora da varíola bovina, colocando-o nas escoriações que fez na pela de um menino sadio.
Em pouco tempo o menino adoeceu, mas restabeleceu-se por completo em dois meses.
Para cpmpletar sua experiência, o médico injetou nesse garoto, já curado, pus retirado de um indivíduo com varíola humana. A criança não contraiu a doença,

A palavra vacina (do latimvaccina, que quer dizer "de vaca") surgiu do fato de Jenner retirar de vacas o material que aplicava nas pessoas sadias.

A vacinação consiste em injetar no organismo vírus ou bactérias mortos ou atenuados, ou ainda partes destes que podriam ser reconhecido pelo corpo como um antígeno, de maneira que o organismo reaja (sem ficar doente) produzindo anticorpos específicos.
Alguns casos, para se obter um volume razoável de anticorpos, é necessária a vacinação por três ou mais vezes (reforço), pois o tempo que os anticorpos permanecem no organismo é variável.
A defesa através da vacina é um tipo de imunidade ativa, onde o próprio corpo fabrica os anticorpos.

CALENDÃRIO DE VACINAS

Vacinas Idade
BCG 30 dias
DTC (difteria, tétano e coqueluche- tríplice) 2 meses
Sabin (poliomielite) 2 meses
DTC e Sabin 2ª dose 4 meses
DTC e Sabin 3ª dose 6 meses
Sarampo 9 meses
DTC, Sabin e Sarampo - 1º reforço 15 meses
DTC e Sabin - 2º reforço 5 / 6 anos
DT (difteria e tétano) 15 anos



Os antibióticos

A história dos antibióticos começou em 1928, quando o escocês Alexander Fleming (1881 - 1955) observou que uma colônia de bactérias não cresceu em um meio de cultura contaminado por fungos. Ele deduziu então que o fungo deveria produzir alguma substância que impedia a multiplicação das bactérias. Mais tarde tal substãncia foi realmente isolada de um tipo de fungo, o Penicilim notatum, recebendo por isso o nome de penicilina.
Os antibióticos só passaram ser usados com mais sucesso contra diversos tipos de infecção, por volta de 1940.
Os antibióticos só devem ser usados com prescrição médica. Usados aleatoriamente, poderão ocasionar danos ao organismo.

Às vezes o médico acha necessário realizar um antibiograma para detectar qual o antibiótico mais eficiente contra determinada bactéria. Para isso, recolhe-se um pouco de material contaminado do paciente (urina, escarro) e cultiva-se a bactéria no laboratório, em meios apropriados de cultura. Colocam-se o material em discos de papel embebecido em diversos antibióticos e, após 24 horas, pode-se observar qual o antibiótico mais eficiente.
Observe a figura abaixo:


Os antibióticos representados por C, R e O são os mais eficientes contra essa bactéria, que é resistente aos antibióticos S e T.
Considerados como uma das maiores conquistas da ciência moderna, os antibióticos, juntamente com as vacinas e soros, têm salvado mais vida do que todas as guerras já conseguiram matar.
Wilson Roberto Paulino - Biologia Atual vol 2.

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